Receber um papel com o brasão da Polícia Civil ou Federal na porta de casa é o suficiente para tirar o sono de qualquer pessoa. Imediatamente, surgem as dúvidas, o medo e o instinto de tentar “resolver logo a situação”.
No entanto, é exatamente nesse momento de vulnerabilidade que os piores erros são cometidos.
Em 15 anos de atuação na advocacia criminal de alta performance, a regra é clara: ir a uma delegacia sem defesa técnica estratégica é como entrar em um campo minado de olhos vendados.
Seja você um investigado, suspeito ou até mesmo testemunha, este artigo detalha qual é o momento exato para acionar o seu advogado e, principalmente, quais as armadilhas verbais que você jamais deve cometer em um inquérito policial.
O maior erro diante de uma intimação policial
O erro número um de quem recebe uma intimação é o excesso de confiança. A pessoa acredita que, por ser inocente ou por achar que o problema é “simples”, basta ir até a delegacia e “esclarecer os fatos” conversando com o delegado ou escrivão.
A realidade é dura: não existe “conversa informal” em uma delegacia de polícia.
Tudo o que você disser, desde o momento em que pisa na recepção, poderá (e será) usado para fundamentar uma investigação contra você. A autoridade policial tem o objetivo de elucidar um crime, e a sua ansiedade em se explicar pode fornecer exatamente as peças que faltavam para um indiciamento.
O momento exato para acionar a Defesa Técnica Criminal
A resposta direta e reta para essa pergunta é: imediatamente após receber o documento, antes mesmo da data marcada para o comparecimento.
Uma defesa incisiva não começa na cadeira da delegacia, mas sim na preparação técnica anterior ao depoimento. Ao acionar o escritório de imediato, seu advogado criminalista irá:
- Acessar os Autos: Através de prerrogativa legal (Súmula Vinculante 14 do STF), o advogado tem o direito de acessar integralmente o inquérito antes de você prestar qualquer depoimento. Nós descobrimos exatamente o que a polícia já sabe.
- Mapear o Risco: Analisamos se você está sendo chamado como testemunha ou investigado (muitas vezes a polícia oculta essa informação na intimação).
- Traçar a Estratégia de Combate: Definimos previamente as respostas, orientamos sobre o comportamento adequado e blindamos o cliente contra perguntas capciosas.
O que JAMAIS dizer em um Inquérito Policial
Se você estiver diante da autoridade policial, a sua liberdade e o seu patrimônio dependem do seu controle emocional e da orientação prévia. Nunca cometa estes três deslizes:
1. “Eu vou falar tudo para provar minha inocência agora”
Falar demais é uma armadilha. Responder a perguntas que você não compreendeu totalmente ou tentar preencher os “silêncios constrangedores” durante o interrogatório pode gerar contradições severas. Apenas responda ao que for estritamente orientado pela sua defesa.
2. “Eu não preciso de advogado, não fiz nada de errado”
Abrir mão da defesa técnica no inquérito policial é um atestado de vulnerabilidade. A ausência de um advogado demonstra que você desconhece seus direitos, facilitando pressões psicológicas e o direcionamento tendencioso das perguntas.
3. Confessar ou produzir provas sem estratégia
Jamais entregue senhas de celular, documentos bancários ou confissões sob a promessa de “ajudar nas investigações” ou “ir para casa mais cedo”. Nenhuma prova deve ser produzida contra você mesmo (princípio de Nemo tenetur se detegere). Apenas seu advogado saberá o peso estratégico de cada documento entregue.
A diferença de uma Advocacia de Combate
Diante do aparato estatal de segurança pública, você precisa de um escudo igualmente forte. O Dr. Georgio da Costa e Silva atua com uma advocacia criminal estratégica, focada na proteção absoluta dos direitos, da dignidade e da liberdade do cliente.
Não acompanhamos clientes apenas para “fazer figuração” na delegacia. Nós intervimos em perguntas abusivas, exigimos o registro correto das suas palavras e garantimos o estrito cumprimento da lei a seu favor.


